
De um lado, há uma garotinha carente de uma mãe, versão feminina do menininho de Sintonia. De outro, um encontro entre os protagonistas na loja de brinquedos da moça que lida magicamente com crianças, comércio que remete diretamente à livraria infantil de propriedade de Kathleen Kelly em Mens@gem. Acontece que o resultado disso funciona melhor no cinema.
O livro tem início após a morte de Victoria, cuja filha Holly acaba ficando sob a responsabilidade dos irmãos Sam e Mark. Mark, como a própria sinopse atesta, é um solteirão convicto. Mas a convicção 1, como não podia deixar de ser, é abalada por Maggie, uma jovem viúva que não quer saber de um novo amor. É claro que o encontro com Mark representa um abalo na convicção 2. E personagens tão facilmente convencidos a rever seus intentos são ainda ajudados por Holly, que não quer nada além de uma nova mamãe trazida embrulhada para presente pelo Papai Noel.
Não que o romance seja ruim, mas isso não quer dizer que seja bom. Não é. Porque alguns clichês, por mais que satisfaçam Hollywood e criem filmes que a gente não cansa de assistir de novo e de novo com um balde de pipocas no sofá ou debaixo das cobertas, não fazem literatura. Fazem entretenimento, criam sucessos editoriais de momento e para um nicho específico, mas literatura não. Literatura é outra coisa. E nem sempre é garantida apenas pela magia do Natal. Nem seis meses depois.





