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Após o novo DCU ter o seu pontapé inicial nos cinemas dado com Superman, agora aos poucos outros projetos vão sendo preparados sempre cercados por muitos rumores, comentários e anúncios oficiais. Um ponto, no entanto, sempre chamou atenção ainda durante os seus primeiros anúncios: a presença de um filme da Supergirl logo no início. Será que daria certo? Bem, nós agora finalmente temos esta resposta com o mais recente lançamento da DC Studios.
Qual a história do filme Supergirl?
Sem entregar grandes spoilers, e evitando se aprofundar em pontos desnecessários, a sinopse de Supergirl desde o início deixava muito claro qual seria a sua ideia. E sim, trata-se de um contexto e abordagem muito diferente daquela que vimos com Superman. Ainda assim, sendo necessária.
Na trama do filme, “Quando um inimigo inesperado e implacável surge como uma ameaça, Kara Zor-El é forçada, contra a sua vontade, a unir-se a um companheiro improvável.
Juntos, eles embarcam numa jornada cósmica épica onde vingança e justiça estão em jogo – e onde Kara precisa confrontar as suas origens para encontrar o seu próprio caminho como heroína”.
Supergirl é um filme apresentado ao público entre erros e acertos
Após um início do novo DCU nos cinemas com o filme do Superman comandado por James Gunn, que nos mostrou uma versão envolvendo uma abordagem mais “clássica” do herói, agora a Supergirl chega aos cinemas para fazer parte deste mesmo universo trazendo seus próprios defeitos e qualidades.
Esta dualidade da personagem também acaba sendo muito refletida na trama que é apresentada ao público. A Supergirl é um grande ponto positivo aqui, assim como é interessante ver o “universo” sendo desenvolvido, mas o filme peca em outras decisões criativas que vão sendo apresentadas em seu decorrer.
Krem, muito provavelmente, é o mais afetado no desenvolvimento da história. Faltou um aprofundamento melhor nos bandoleiros, além do fato de que o visual do seu principal vilão deixou tudo mais gênerico do que era necessário.
Outro problema que também merece ser citado envolve Craig Gillespie, que por sua vez não consegue entregar uma qualidade sólida que era esperada pelo público apesar de ter uma heroína que estará no futuro deste DCU em suas mãos. As cenas oscilam demais entre boas e ruins, com o elenco por muitas vezes salvando o material.
Personagens de destaque salvam Supergirl e preparam o novo DCU
Como citamos, o filme da Supergirl realmente conta com altos e baixos. O seu maior acerto, no entanto, fica justamente pela escolha envolvendo alguns dos principais membros do seu elenco.
Milly Alcock claramente encontrou o papel da sua vida com Kara / Supergirl. Após ter brilhado como a jovem Rhaenyra Targaryen em House of The Dragon, a atriz volta a se destacar diante dos olhos do público com sua interpretação para uma personagem completamente bagunçada, diferente do seu primo, mas que encanta e convence ao ponto de já nos deixar ansiosos pelo seu retorno em projetos futuros.
O mesmo aqui acontece com Jason Momoa. Após o ator falar várias vezes que o Lobo era seu personagem favorito, agora finalmente podemos ver ele dando vida ao mesmo de forma muito convincente. Você nem lembra que algum dia ele interpretou o Aquaman, já que a sua versão deste personagem interessante é tão cativante.
Eve Ridley também entrega uma Ruthye sólida nos momentos necessários, com a mesma servindo como co-protagonista e um contraponto na história para a evolução de Kara Zor-El.
Vale a pena assistir Supergirl?
Embora tenha pontos positivos e negativos, o saldo final para Supergirl ainda é muito relevante quando pensamos em um universo DCU como um todo e a sua presença no futuro já confirmada. A personagem é interessante, a história no geral entrega o que promete, mesmo que cometendo erros. Então, se você está acompanhando a construção destes personagens vale a pena conferir este filme.
Os erros da produção, no entanto, acabam também prejudicando um pouco a experiência. A trilha sonora entregue ao público conta com altos e baixos, e muito possivelmente isso reflete justamente na troca de responsáveis pela mesma ao longo dos meses. Ela é genérica, nada marcante, e completamente esquecida. Faz falta aqui mais momentos no estilo Guardiões da Galáxia, por exemplo.
Um outro tópico também negativo envolve a ambientação. Você consegue identificar as mudanças de planetas por conta dos sóis diferentes (amarelo, vermelho e verde), mas tudo é muito genérico e sem um visual marcante. Talvez os moiores erros deste filme, quando analisamos friamente, seja justamente evitar em ser a HQ na qual é baseado.
O resultado final de Supergirl, no entanto, ainda é muito positivo. O filme não é cansativo, conta com boas cenas de ação, e entrega personagens que são interessantes em suas abordagens e desenvolvimento. Cria o interesse em ver mais desta nova versão de Kara, conquista pelo carisma da personagem, e cria curiosidade em saber como será a sua dinâmica com o Superman no futuro.
Krypto ainda segue sendo também um ponto extremamente forte da produção, assim como as participações do Superman em cenas específicas. Essa conexão entre os personagens muito bem construída, e claramente está sendo preparada para ser explorada de uma forma ainda melhor no futuro.
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