Chegou a hora de repensar as assinaturas de streaming?

Chegou a hora de repensar as assinaturas de streamings
Foto de Stefan Coders: https://www.pexels.com/pt-br/foto/maca-iphone-escritorio-internet-5146493/

Os streamings de vídeo deixaram de ser uma mera alternativa mais flexível e barata à TV a cabo há vários aons. Enquanto os canais pagos no Brasil respiram por aparelhos, os serviços virtuais sob demanda se consolidaram como grandes provedoras de conteúdo, numa grande competição. Apesar da variedade, seus custos estão em franca ascensão e provocam dúvidas sobre quando e qual assinatura de cada serviço faz sentido manter.

Escalada de preços

Os tempos heróicos dos catálogos gigantes e atrativos deu lugar a uma feroz disputa por títulos populares e a multiplicação de plataformas.

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É verdade que ficou mais fácil hoje contratar serviços segmentados por nichos de interesse. Mas levemos em conta as maiores empresas do ramo para entender por que os preços sobem tanto: Netflix, HBO Max, Amazon Prime, Disney+ e Apple TV+.

Para elas,  hoje é preciso escolher entre assinaturas mais caras ou mais baratas. O preço varia conforme:

  • A presença de anúncios (exceto na Apple TV+)
  • Qualidade de resolução de imagem
  • Quantidade máxima de compartilhamento de telas

O momento atual dessas empresas explica a escalada de preços. Todas elas consideram os seguintes fatores:

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  1. Os investidores que acreditaram e apostaram nos serviços no começo de suas operações querem deixar de subsidiá-los. O modelo de negócio precisa se adaptar para que eles lucrem antes que sature. Até grandes fusões dessas empresas são consideradas como para isso.
  2. Cada plataforma tenta se diferenciar com produções próprias e o custo de produção delas é alto. Direitos de transmissão de esportes e outras atrações também não são baratos.
  3. Há um esforço para aumentar o faturamento por usuário existente em vez de tentar conquistar novos usuários (o que já é difícil).

Nesse contexto, esquecer assinaturas inativas pode levar a gastos desnecessários cada vez maiores. Entender quanto cada serviço custa e se assiná-lo tem sentido é fundamental para evitar isso.

Preços dos serviços e quais assinar

Atualmente, estes são os preços praticados pelas maiores plataformas de streaming de vídeo no Brasil:

EmpresaPlanos básicos (com anúncios)Planos padrão (Full HD, sem anúncios)Planos premium (qualidade 4K e mais telas)
NetflixR$20,90 (2 telas)R$44,90 (2 telas)R$59,90  (4 telas)
HBO MaxR$29,90 (2 telas)R$44,90 (2 telas)R$55,90  (4 telas)
Disney+R$27,99 (2 telas)R$46,90 (2 telas)R$66,90  (4 telas)
Amazon Prime VideoR$19,90 (3 telas)Taxa adicional de R$ 10Não tem

Como mencionado anteriormente, a AppleTV+ (ainda) não introduziu anúncios em seu serviço. Ele tem custo único de R$29,90 e é possível incrementá-lo por R$42,90 ao mês, contratando junto Apple Music, Apple Arcade e 50 gigabytes de armazenamento no iCloud.

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Alternativamente, é possível pesquisar os streamings com o melhor com uma VPN também ao redor do mundo. Esse tipo de serviço permite alterar a geolocalização ao navegar pela internet. Isso enseja ultrapassar a determinação de preços locais e fazer uma busca mais ampla por opções ausentes no Brasil, como Peacock e Sling TV.

Definindo as prioridades

Ter em mente o foco de cada serviço ajuda a entender a fazer uma escolha menos apaixonada sobre manter ou não a assinatura ativa.

Os catálogos de produções próprias de peso são destaques de Disney+ e HBO Max. O serviço da Disney reúne o acervo de décadas de seus estúdios de filme e animações, mas também agrega catálogos de grandes marcas adultas como FX e Hulu, produções Marvel e a saga Star Wars.

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Já HBO é sinônimo do salto de qualidade dado nos últimos 20 anos nas séries de drama. Também assimila produções da Warner e de variedades televisivas dos canais Discovery. A AppleTV+ é um bem mais novo, mas também aposta em produções próprias de comédia, ficção científica e drama de alta qualidade, em vez de oferecer um amplo catálogo com opções de terceiros.

A Netflix atualmente é a opção da cultura pop, com produções próprias como carro chefe, cada vez mais especializada em documentários, especialmente de “true crime”, reality shows, doramas e animes. Também reúne muitos filmes e séries próprios com características locais de diversos países.

Já quem busca um catálogo mais abrangente com grandes produções de estúdios de cinema, particularmente de ação e fantasia, provavelmente aproveitará melhor o Prime Video. Ele também tem um marketplace embutido com aluguel/compra de títulos e assinaturas de outros streamings, como Mubi ou Reserva Imovision.

Esportes e outros

Falando de esportes ao vivo, a escolha pode variar bastante. A Disney+ conta com a ampla transmissão dos canais ESPN (em seu plano premium). Porém, certos torneios fecham exclusividade com outros serviços – Champions League com HBO Max e Copa do Brasil com Prime Video, por exemplo. Então, o ideal é avaliar caso a caso.

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Nesse sentido, é importante levar em conta os interesses passageiros. O torneio Roland Garros, por exemplo, é transmitido esse ano pelo Disney+ em seu plano mais caro.

Isso poderia justificar uma contratação temporária dessa categoria de assinatura – seguida por um cancelamento ou rebaixamento do serviço, para não gastar mais do que o necessário. Isso serve também para alguma série ou filme específico que queremos ver pontualmente.

Opções econômicas e considerações finais

Antes de contratar um streaming, não deixe de comparar os preços mensais (presentes na tabela acima) com os preços anuais. Nestes, paga-se o valor referente ao ano geralmente com algum tipo de desconto proporcional por mês.

Por fim, nunca é demais buscar por combos promocionais, como aqueles oferecidos por Mercado Livre (Meli+) e ClaroTV (misto com TV a cabo). Qualquer que seja a opção feita, pesar objetivamente os interesses e refletir sobre o que cabe no bolso é o passo mais definitivo a ser dado.

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Marco Victor
Marco Victor
Amante de filmes, séries e games, criou o Jornada Geek em 2011. Em 2012 se formou em Jornalismo pela UniAcademia, e a partir de então passou a fazer cursos com foco em uma especialização em SEO. Atualmente é responsável por desenvolver conteúdos diários para o site com focos em textos originais e notícias sobre as produções em andamento. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC ao mesmo tempo.

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