LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES | CRÍTICA

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LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES | CRÍTICA

LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES | CRÍTICAO cinema hollywoodiano passou por diversas transformações ao longo das suas décadas, com cada uma delas tendo uma grande importância para o seu desenvolvimento. Sejam os filmes ainda da sua época sem som, musicais, animações, terror, blockbusters, ou qualquer outro gênero, todos tiveram o seu espaço ao longo dos anos e uma época para chamar de sua. E agora, em um momento em que adaptações continuam em alta, perseguidas por perto de grandes projetos envolvendo de super-heróis, é sempre bom passar por um retorno clássico. E é isso o que La La Land: Cantando Estações chegou para oferecer.

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Mostrando uma versão contemporânea do sonho de fazer sucesso em Los Angeles, a trama de La La Land: Cantando Estações foca desde o começo na jovem Mia (Emma Stone), uma aspirante à atriz, e em Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que não está passando por seus melhores dias. Partindo então de dois pontos de vistas distintos através dos sonhos dos seus protagonistas, logo o mesmo vai convergindo de acordo com o relacionamento de ambos e as suas buscas inconstantes pela realização dos seus sonhos na cidade das estrelas.

Desde a primeira cena uma coisa fica bem clara: o filme em questão é diferente de tudo o que tem sido feito em Hollywood nos tempos mais recentes. Sem ter medo de apresentar o seu projeto como um musical, o jovem Damien Chazelle abre o longa com um número cantado e em plano sequência, chamando logo ali a atenção do seu público. A partir de então o seu roteiro vai evoluindo no ritmo certo, mostrando situações do cotidiano dos seus personagens, com elas sendo por vezes intercaladas com cenas números musicais como raramente vistos atualmente.

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E os dois pontos citados estão longe de serem os únicos pontos altos de La La Land, já que sua fotografia se encaixa perfeitamente com o seu propósito, com a iluminação montada da forma correta para lembrar a época em que o gênero estava em alta na sétima arte. Por vezes referências são feitas ainda ao longo das cenas, variando de simples citações a um grande estúdio, até uma composição de cena que também irá lembrar o espectador de um outro longa já produzido há algum tempo. Os cenários também são um excelente destaque, mesmo que incomuns em alguns casos, possuindo a sua beleza para a composição das cenas. A direção ainda certa até mesmo na troca de ritmo ao longo das cenas e nas suas divisões do ano, que por sua vez vão seguindo momentos distintos nas vidas dos seus personagens.

Se não bastasse toda a composição perfeita, incluindo ainda um figurino que se encaixa perfeitamente com suas temáticas, a escolha dos protagonistas também é correta. Tanto Emma Stone, quanto Ryan Gosling, mostram e exploram o seu talento em cena na medida certa através de canções, danças e suas atuações. Suas personagens não são simples como você pode pensar no início da trama, passando sim por mudanças e reviravoltas que definem os seus destinos. E é talvez exatamente isso que faça o espectador se identificar tanto com elas, já que todos passam por momentos em que uma decisão pode afetar outro ponto da sua vida.

A verdade é que La La Land: Cantando Estações está longe de seguir o padrão atual cinematográfico, lembrando muito mais projetos do passando e revivendo um gênero que parecia esquecido. E o melhor: ainda consegue nos mostrar que ele tem o seu espaço atualmente, e que por vezes pode ser até mesmo necessário marcar presença em um calendário de produções grandiosas.

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Uma produção realmente elaborada para os amantes da sétima arte, que não apenas irão notar todas as suas referências, mas lembrar de momentos que já estiveram sentados e assistindo outros filmes ao longo das suas vidas. Cada detalhe é grandioso em sua composição, que ainda é finalizada com uma cena eficiente e que pode levantar vários questionamentos na cabeça de quem a vê. Sem dúvida alguma, um projeto que sairá dos cinemas para a memória da maioria dos seus espectadores por toda a sua qualidade e cenas memoráveis que são mostradas desde o seu primeiro minuto.

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Marco Victor
Marco Victor
Amante de filmes, séries e games, criou o Jornada Geek em 2011. Em 2012 se formou em Jornalismo pela UniAcademia, e a partir de então passou a fazer cursos com foco em uma especialização em SEO. Atualmente é responsável por desenvolver conteúdos diários para o site com focos em textos originais e notícias sobre as produções em andamento. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC ao mesmo tempo.

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